A proteção às vítimas de violência doméstica e familiar é urgente. Para ser ampla e sustentável, não pode parar na resposta ao crime — tem de chegar à origem dele. Tratar quem agride é prevenir a violência doméstica — é o braço preventivo da proteção às vítimas, e um passo fundamental desse caminho.
Nenhum destes cartões pede empatia por quem agride. Todos pedem a mesma coisa: menos vítimas.
Casas de abrigo, teleassistência, medidas de afastamento — tudo essencial, e tudo a jusante: só chega a quem já foi agredida. A vítima seguinte ainda não tem nome, não tem processo, não tem botão de pânico. Só há uma forma de a proteger: intervir na origem do risco.
As medidas de coação expiram. As penas terminam. Mais tarde ou mais cedo, a maioria dos agressores volta a uma relação, a uma família, a uma casa. A pergunta não é se voltam — é como voltam: com o risco avaliado e trabalhado, ou intacto.
Reabilitação não é perdão. O perdão pertence à vítima — se e quando quiser. A prevenção é um dever coletivo: responsabilização plena de quem agride e, ao mesmo tempo, intervenção no comportamento que gera o risco. Punir sem tratar devolve à comunidade o mesmo risco que lá entrou.
Clique num cartão para o ver em tamanho real. Publicados no LinkedIn e no Instagram em julho de 2026.
Associações, escolas, autarquias, meios de comunicação e profissionais podem usar e partilhar estes cartões livremente, em digital ou impressão, sem pedir autorização — desde que não sejam alterados.
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