Psicologia Clínica · Universidade da Beira Interior

Hugo César Vicente

Psicólogo · Especialista em perturbações da personalidade

Um diagnóstico devia abrir portas ao tratamento — não fechá-las.

Especializei-me naquilo que muitos consideram intratável: as perturbações da personalidade. Trabalho com elas onde causam mais dano e menos resposta existe, com a Terapia Metacognitiva Interpessoal (MIT) como método.

Tratar para proteger — os cartões
Hugo César Vicente
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5 anos no terrenocom agressores, adolescentes e famílias
Especialidade raraperturbações da personalidade, uma área que poucos assumem
Baseado em evidênciaa Terapia Metacognitiva Interpessoal (MIT) como método
Pioneiro em Portugalprimeira adaptação do MIT-DO para agressores

Em vídeo

Divulgação no Instagram

Pequenos vídeos onde explico, desmistifico e dou a conhecer o trabalho — tudo no meu Instagram.

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Prevenção da violência doméstica · reabilitação de quem agride

Prevenir a próxima vítima

As vítimas primeiro. A proteção às vítimas de violência doméstica e familiar, para ser ampla e sustentável, tem de chegar à origem do risco: tratar quem agride — sobretudo quando há perturbação da personalidade — é a forma mais direta de proteger a vítima de hoje e de evitar a de amanhã.

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As vítimas primeiro

Nada neste trabalho pede empatia por quem agride. O sujeito é sempre a vítima — a atual e a seguinte. Reabilitação não é perdão: o perdão pertence à vítima, se e quando o quiser; a prevenção cabe-nos a todos.

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O problema

As medidas de proteção chegam depois do crime — e os programas de reabilitação excluem quem tem diagnóstico psiquiátrico ou perturbação da personalidade: precisamente os casos de maior risco. Sem tratamento, o risco volta para casa. A exclusão não protege ninguém.

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A abordagem

A Terapia Metacognitiva Interpessoal (MIT) trabalha a forma como a pessoa lê os seus estados mentais e os dos outros — a raiz de muitos padrões de violência —, combinando sessões individuais e de grupo. O resultado mede-se fora do consultório: uma casa mais segura para quem vive com ele.

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Contextos de intervenção

A intervenção dirige-se tanto a agressores em cumprimento de pena efetiva de prisão como a agressores acompanhados na comunidade, em articulação com o sistema de justiça e de reinserção — para que o fim da pena não seja o regresso do risco.

“Reabilitar agressores não é desculpá-los. É a forma mais direta de proteger a próxima vítima.” Hugo César Vicente

Divulgação

Tratar para proteger — a série de cartões

Seis ideias, sempre a partir do lugar da vítima, sobre porque é que a reabilitação de quem agride é proteção. De uso livre para associações, escolas e media.

Cartão 1 — A próxima vítima ainda não tem nome. Tratar quem agride é protegê-la. Cartão 2 — Uma casa mais segura. É isso um agressor tratado. Cartão 3 — Para a proteger, não precisa de ter pena dele. Só de querer que pare. Cartão 4 — O perdão pertence à vítima. A prevenção cabe-nos a todos. Cartão 5 — Quantas vítimas evitamos? É essa a pergunta. Cartão 6 — A vítima de amanhã pode nunca existir. Se quem agride for tratado hoje.
Ver e descarregar os cartões →

Área clínica · 02

Adolescentes e adultos com perturbação da personalidade

Avaliação, diagnóstico e intervenção ao longo do ciclo de vida — com rigor e sem rótulos que afastam.

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O que são

As perturbações da personalidade não são maldade nem manipulação: são formas rígidas e sofridas de sentir, pensar e relacionar-se, que causam dano à pessoa e a quem a rodeia.

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Adolescentes

A adolescência é uma fase decisiva. Reconhecer sinais cedo e intervir atempadamente previne o sofrimento e a cronicidade do adulto que virá — em vez de esperar pela rutura.

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Adultos

No adulto, a intervenção foca-se em quebrar padrões interpessoais instalados e em desenvolver a capacidade metacognitiva — compreender melhor os próprios estados mentais e os dos outros.

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O método: MIT

A Terapia Metacognitiva Interpessoal é uma abordagem baseada em evidência, concebida precisamente para as perturbações da personalidade, aplicável em formato individual e de grupo.

Área clínica · 03

Famílias

Quando há um ou mais membros com perturbação da personalidade, a família inteira sente o peso — e raramente tem apoio.

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O impacto

Ciclos de conflito, exaustão emocional e sensação de impotência. Muitas famílias andam de porta em porta sem encontrar quem compreenda o que vivem.

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A abordagem

Trabalhar a família como sistema: compreender os padrões que alimentam o ciclo, melhorar a comunicação e a leitura dos estados mentais de cada um.

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Ferramentas e objetivos

Dar à família estratégias concretas para reduzir a escalada, proteger os mais vulneráveis e recuperar algum equilíbrio — sem culpabilizar, mas sem desresponsabilizar.

“Apoiar a família não é tratar um culpado. É quebrar um ciclo que magoa toda a gente.” Hugo César Vicente

Percurso

Académico

A investigação é a ponta de lança científica do trabalho clínico: trazer para Portugal a ciência que dá resposta a quem fica de fora.

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Doutoramento

Doutoramento em Psicologia Clínica na Universidade da Beira Interior, dedicado à adaptação de um programa baseado em evidência para agressores com perturbações da personalidade.

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Terapia Metacognitiva Interpessoal

Formação e prática na MIT, abordagem concebida para as perturbações da personalidade, com base no trabalho de Pasetto et al. (2026) e Inchausti et al. (2025).

Orientação científica: Profª Ana Torres (Universidade da Beira Interior), Prof. Ricardo Barroso (Universidade do Porto) e Prof. Giancarlo Dimaggio (criador do modelo MIT).

Publicações

Lista de publicações e comunicações em atualização. Consulte os perfis académicos no separador Contacto para a versão mais recente, ou contacte-me para o currículo completo.

Projeto em desenvolvimento

Projetos

Um projeto que leva a especialidade ao terreno — e procura o parceiro institucional certo para o tornar realidade.

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Centro de Reabilitação e Avaliação para Agressores de Violência Doméstica e Familiar

Uma infraestrutura especializada na avaliação e reabilitação de agressores de violência doméstica e familiar, incluindo aqueles com perturbação da personalidade — a população que hoje fica excluída das respostas existentes. Um modelo pensado para o contexto metropolitano, capaz de articular saúde, justiça e segurança social numa resposta integrada à reincidência.

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Avaliação especializada

Avaliação clínica e de risco rigorosa, que identifica com precisão quem precisa de que tipo de intervenção.

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Intervenção baseada em evidência

Um modelo clínico ancorado na Terapia Metacognitiva Interpessoal (MIT), abordagem com suporte científico para esta população.

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Articulação institucional

Trabalho em rede com tribunais, reinserção, serviços de saúde mental e segurança social — porque uma resposta isolada não trava o ciclo.

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Modelo territorial adaptável

Uma estrutura flexível, desenhada para se ajustar à realidade e à dimensão do território parceiro.

Procura-se parceiro institucional

Procuro um parceiro institucional — autarquia, IPSS, instituição de saúde ou de justiça — na Área Metropolitana de Lisboa ou do Porto, para implementar este centro. Se a sua organização quer ser pioneira nesta resposta, vamos falar.

Nota: esta página apresenta apenas as linhas gerais do projeto. O modelo clínico detalhado, o plano de implementação e o plano financeiro são partilhados apenas no âmbito de uma parceria formal.

Investigação de base

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Doutoramento — adaptação do MIT para Portugal

O centro assenta na investigação do meu doutoramento: a adaptação para Portugal de um programa baseado em evidência (MIT) para agressores com perturbações da personalidade, sustentada num estudo científico.

Comunidade

Comentários e perguntas

Tens uma pergunta ou um comentário sobre o meu trabalho? Escreve abaixo.

As mensagens são revistas por mim. Só publico as que considero interessantes ou construtivas.

Contacto

Vamos falar

Para colaborações de investigação, formação, encaminhamento clínico ou convites, fico à disposição.