Psicólogo · Especialista em perturbações da personalidade
Um diagnóstico devia abrir portas ao tratamento — não fechá-las.
Especializei-me naquilo que muitos consideram intratável: as perturbações da personalidade. Trabalho com elas onde causam mais dano e menos resposta existe, com a Terapia Metacognitiva Interpessoal (MIT) como método.
Em vídeo
Pequenos vídeos onde explico, desmistifico e dou a conhecer o trabalho — tudo no meu Instagram.
Segue-me no Instagram →Área clínica · 01
Tratar agressores de violência doméstica e familiar com perturbação da personalidade é a forma mais direta de proteger a próxima vítima.
Em Portugal, os programas de reabilitação excluem quem tem diagnóstico psiquiátrico ou perturbação da personalidade. Sem tratamento, o risco de reincidir mantém-se. A exclusão não protege ninguém.
A Terapia Metacognitiva Interpessoal (MIT) trabalha a forma como a pessoa lê os seus estados mentais e os dos outros — a raiz de muitos padrões de violência —, combinando sessões individuais e de grupo.
A intervenção dirige-se tanto a agressores em cumprimento de pena efetiva de prisão como a agressores acompanhados na comunidade, em articulação com o sistema de justiça e de reinserção.
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Avaliação, diagnóstico e intervenção ao longo do ciclo de vida — com rigor e sem rótulos que afastam.
As perturbações da personalidade não são maldade nem manipulação: são formas rígidas e sofridas de sentir, pensar e relacionar-se, que causam dano à pessoa e a quem a rodeia.
A adolescência é uma fase decisiva. Reconhecer sinais cedo e intervir atempadamente previne o sofrimento e a cronicidade do adulto que virá — em vez de esperar pela rutura.
No adulto, a intervenção foca-se em quebrar padrões interpessoais instalados e em desenvolver a capacidade metacognitiva — compreender melhor os próprios estados mentais e os dos outros.
A Terapia Metacognitiva Interpessoal é uma abordagem baseada em evidência, concebida precisamente para as perturbações da personalidade, aplicável em formato individual e de grupo.
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Quando há um ou mais membros com perturbação da personalidade, a família inteira sente o peso — e raramente tem apoio.
Ciclos de conflito, exaustão emocional e sensação de impotência. Muitas famílias andam de porta em porta sem encontrar quem compreenda o que vivem.
Trabalhar a família como sistema: compreender os padrões que alimentam o ciclo, melhorar a comunicação e a leitura dos estados mentais de cada um.
Dar à família estratégias concretas para reduzir a escalada, proteger os mais vulneráveis e recuperar algum equilíbrio — sem culpabilizar, mas sem desresponsabilizar.
Percurso
A investigação é a ponta de lança científica do trabalho clínico: trazer para Portugal a ciência que dá resposta a quem fica de fora.
Doutoramento em Psicologia Clínica na Universidade da Beira Interior, dedicado à adaptação de um programa baseado em evidência para agressores com perturbações da personalidade.
Formação e prática na MIT, abordagem concebida para as perturbações da personalidade, com base no trabalho de Pasetto et al. (2026) e Inchausti et al. (2025).
Orientação científica: Profª Ana Torres (Universidade da Beira Interior), Prof. Ricardo Barroso (Universidade do Porto) e Prof. Giancarlo Dimaggio (criador do modelo MIT).
Projeto em desenvolvimento
Um projeto que leva a especialidade ao terreno — e procura o parceiro institucional certo para o tornar realidade.
Uma infraestrutura especializada na avaliação e reabilitação de agressores de violência doméstica e familiar, incluindo aqueles com perturbação da personalidade — a população que hoje fica excluída das respostas existentes. Um modelo pensado para o contexto metropolitano, capaz de articular saúde, justiça e segurança social numa resposta integrada à reincidência.
Avaliação clínica e de risco rigorosa, que identifica com precisão quem precisa de que tipo de intervenção.
Um modelo clínico ancorado na Terapia Metacognitiva Interpessoal (MIT), abordagem com suporte científico para esta população.
Trabalho em rede com tribunais, reinserção, serviços de saúde mental e segurança social — porque uma resposta isolada não trava o ciclo.
Uma estrutura flexível, desenhada para se ajustar à realidade e à dimensão do território parceiro.
Procuro um parceiro institucional — autarquia, IPSS, instituição de saúde ou de justiça — na Área Metropolitana de Lisboa ou do Porto, para implementar este centro. Se a sua organização quer ser pioneira nesta resposta, vamos falar.
Nota: esta página apresenta apenas as linhas gerais do projeto. O modelo clínico detalhado, o plano de implementação e o plano financeiro são partilhados apenas no âmbito de uma parceria formal.
O centro assenta na investigação do meu doutoramento: a adaptação para Portugal de um programa baseado em evidência (MIT) para agressores com perturbações da personalidade, sustentada num estudo científico.
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Contacto
Para colaborações de investigação, formação, encaminhamento clínico ou convites, fico à disposição.